segunda-feira, 14 de maio de 2018

Questões de Gênero

Antes que se torne de facto proibido discordar desta bagunça sexual toda, vou deixar aqui meu ponto de vista.



Primeiramente, antes de discutirmos sobre gênero, temos que ter uma melhor compreensão de que existe a presença de ambas as polaridades feminina e masculina em todo ser vivo. Tais polaridades estão presentes em tudo e contrabalanceiam inclusive a psique e conduta humana, Carl Jung, um psicólogo de renome, nos trouxe a teoria do Animus e Anima para melhor explicar estas polaridades e suas funções no nosso comportamento.

“Cada homem sempre carregou dentro de si a imagem da mulher; não é a imagem desta determinada mulher, mas a imagem de uma determinada mulher. Essa imagem, examinada a fundo, é uma massa hereditária inconsciente, gravada no sistema vital e proveniente de eras remotíssimas; é um “tipo” (“arquétipo”) de todas as experiências que a série dos antepassados teve com o ser feminino, é um precipitado que se formou de todas as impressões causadas pela mulher, é um sistema de adaptação transmitido por hereditariedade. Se já não existissem mulheres, seria possível, a qualquer tempo, indicar como uma mulher deveria ser dotada do ponto de vista psíquico, tomando como ponto de partida essa imagem inconsciente. O mesmo vale também para a mulher, pois também ela carrega igualmente dentro de si uma imagem inata do homem. A experiência, porém, nos ensina a sermos mais exatos: é uma imagem de homens, enquanto que no homem se trata de uma imagem da mulher. Visto esta imagem ser inconsciente, será sempre projetada, inconscientemente, na pessoa amada; ela constitui uma das razões importantes para a atração passional ou para a repulsa. A essa imagem denominei anima. (JUNG, Carl Gustav. O desenvolvimento da personalidade. Petrópolis: Vozes, 2009)”.

Anima é o lado feminino da personalidade e Animus é o lado masculino. A anima está em congruência com as nuances das emoções e em como lidar com o meio e sentir sua reciprocidade em termos de receptividade. O animus por sua vez segue a linha do raciocínio lógico buscando opiniões determinantes e dados apurados para alcançar uma noção perfeita do meio. Enquanto que a parte feminina lida primariamente com o Eros (desejo), a parte masculina segue focada no Logos (estudo).

Ainda para suplementar tal análise, de acordo com Hermes Trimegistus, um renomado filósofo e cientista de eras anteriores, existe uma lei universal chamada lei da polaridade, tal lei denomina que tudo possui dois lados, duas polaridades, também podemos reforçar o caso com a simbologia do Yin-Yang, uma força considerada pelos chineses como presente em todo o universo, balanceando seus dois polos para manter o equilíbrio, considerando também os polos feminino e masculino.

Para reforçar o caso da estruturação da personalidade de acordo com as polaridades, temos ainda Emma Jung com adendos dos pontos dados por Carl Jung nesta citação relativa ao Animus e Anima.

“O caráter dessas duas figuras não é, entretanto, determinado apenas pela respectiva estruturação no sexo oposto, sendo condicionado ainda pelas 'experiências que cada um traz em si do trato com indivíduos do sexo oposto no decurso de sua vida e através da imagem coletiva que o homem tem da mulher e a mulher do homem. Estes três fatores condensam-se numa grandeza que não é apenas imagem nem somente experiência, e sim muito mais uma espécie de essência cuja ação se dirige não às demais funções anímicas, mas que se comporta ativamente e que intervém na vida individual mais ou menos como um estranho, às vezes prestativo, mas às vezes também incômodo e até mesmo destrutivo. Tem-se portanto todos os motivos para se lidar com esta grandeza e esclarecer sua maneira de atuação. (JUNG, Emma. Animus e Anima: Pensamento, São Paulo: 2005)”.

Tendo estes pontos em consideração, podemos analisar que ambos os gêneros sempre estiveram presentes em todas as pessoas e quando apenas um destas polaridades ganha mais força é porque o outro polo está sendo ou reprimido ou ignorado, seja por traumas ou ideologia radical, seja por fundamentos religiosos extremistas ou ignorância comportamental.

Considerando então tais factos, podemos dizer que a teoria atual de diversos gêneros é falha por ser baseada em falsos pretextos, como o de um indivíduo estar inclinado para apenas uma das polaridades enquanto existe num corpo de polaridade oposta, quando na verdade possuímos ambas as polaridades, independente de nosso corpo, e que por isso bastaria que nos atentássemos ao polo reprimido para nutri-lo de alguma forma, ao invés de ignorar uma parte da própria persona chegando por vezes ao ponto de modificar radicalmente o próprio corpo mutilando as genitálias e tomando hormônios para supostamente alcançar a polaridade desejada, quando isso nunca seria possível por questões de DNA incompatível.

Venho ainda salientar que isto não bastaria para impor tal premissa aos que seguem por este caminho mais controverso, visto que todos possuem o direito de experimentar desde que haja consentimento e respeito aos demais, mesmo que com isso possam falhar, sendo esta a base da condição humana por excelência, mas ainda assim não aliviaria o peso que cai encima dos que, por motivos de fragilidade emocional, necessidade de aceitação num determinado grupo ou simplesmente pura malícia, incentivam este comportamento com tendências auto-mutiladoras que outros possam aderir em busca de significado para a própria identidade, o que importa no final é que os factos devem sempre ser apurados e nunca abafados.

Em outra instância relacionada ao âmbito geral da questão de gênero, devemos analisar que a igualdade sexual é a base irredutível do gênero humano, independente de qual sexo temos, todos possuímos igual propriedade de dedução e conciliação com o meio, podendo assim representar e organizar qualquer situação hipotética ou real do que possa moldar a sociedade como um todo, sendo assim homens e mulheres ambos possuem todas as capacidades necessárias para instaurar ordem e avanço na própria edificação do meio coletivo.








BIBLIOGRAFIA:


JUNG, Carl Gustav. O desenvolvimento da personalidade. Petrópolis: Vozes, 2009

JUNG, Emma. Animus e Anima. São Paulo: Pensamento, 2005

Vários Autores. O Caibalion. São Paulo: Pensamento, 2017

domingo, 10 de setembro de 2017

Leão

Aos âmagos enfurecidos,
Os lampejos da justiça hão de servir,
Aos corpos estarrecidos,
As quimeras do confronto hão de suprir,
Aos catarses atingidos,
Os trunfos do novo hão de surgir,
Aos lapsos recorridos,
Os laços da diáspora hão de sumir.

E eis eu que estou nos braços dos oprimidos,
Sempre pronto para rugir.


domingo, 27 de agosto de 2017

Ode à Emilie

No deserto vejo-te ao longe, 
Para além de todo açoite, 
Bem próxima da fonte
De nossa luminosa noite.

Em impérios mil nunca sonhei, 
O que um dia encontrei,
Em meio aos teus braços, 
Que de tão profundo são os laços.

É teu coração flamejante junto ao meu,
Sem perder tempo, sem dizer adeus,
Pois sabe bem o que nos prometeu
A estrela bendita que revela Deus.

Te amo.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Vem Vendo

Sigo sempre em veio aberto,
Sem temer o que está perto,
Pois o trunfo do amor é algo que tenho certo.


Todo dia que desperto,
Acho bom ficar esperto,
Para melhor enxergar aquilo que está coberto.

No coração bate forte,
Um samba de grande porte,
Foi da rumba da floresta do nobre Leão do Norte.

Mas é bom que se acorde
E ao seu centro retorne,
Senão o que é caro logo se torna bem torpe.

Peço ao fiel vento,
Limpa o meu firmamento,
Que o céu é meu amigo, não me deixa no relento.

O caminho segue lento,
Das fontes ao fim do tempo,
Peço a Deus que me conforte sempre que for o momento.